Artigo publicado no Estadão: "A cadeia de suprimentos do cobre e a economia verde"
Leia na íntegra o artigo escrito pelo diretor presidente da Paranapanema, Luiz Aguiar.
(08/12/2021) O jornal O Estado de São Paulo publicou o artigo “A cadeia de suprimentos do cobre e a economia verde”, escrito pelo diretor presidente da Paranapanema, Luiz Aguiar.
O texto trata de temas fundamentais para o desenvolvimento sustentável do Brasil, com uma visão estratégica da cadeia de produção do cobre. Além disso, Aguiar faz uma análise macro do setor e a posição do nosso país na competição global, assim como do ritmo crescente da demanda pelo cobre, com a eletrificação e a mobilidade urbana verde. Outro ponto levantado no artigo é a importância da liderança do setor privado e a necessidade do compromisso das esferas governamentais nos investimentos públicos.
Leia o artigo na íntegra:
É ancestral o uso e a importância do cobre na vida humana. Por sua resistência e capacidade de amolecer quando aquecido, foi o primeiro metal “domesticado” para a confecção de armas e utensílios. Agora, com a onda verde que chegou para ficar e que tem o cobre como material base para a produção energética limpa, somada à crise da globalização das cadeias produtivas, a importância desse metal na nossa vida se torna ainda maior.
O ritmo de crescimento da demanda pelo cobre dobrou o preço do metal no último ano e tem se sustentado, mesmo com a atual desaceleração chinesa, em patamares em torno de U$ 9,5 mil a tonelada.
Em 2022, teremos no Brasil uma produção equivalente a 300 mil toneladas de cobre fino, fruto da mineração de várias empresas. O processamento do minério em cátodo certificado de cobre no Brasil é realizado pela única fundição e refinadora do país, localizada na Bahia, com capacidade de 300 mil toneladas, o que somada à reciclagem de 70 mil toneladas ao ano, atende à totalidade da demanda nacional por cobre.
Ao fim desta cadeia de valor, temos um mercado sofisticado de empresas industriais fabricantes de motores e outros equipamentos estado da arte em termos de eficiência energética e de alto valor agregado, que abastecem o mercado nacional e exportam para vários países do mundo.
Além das conhecidas qualidades do cobre, como a condutividade elétrica, ele tem a vantagem de ser facilmente, e por inúmeras vezes, reciclável. Com isso, vem crescendo seu reuso na produção industrial. Estima-se que o gap existente globalmente entre a oferta e demanda por cobre está sendo, em ritmo lento, suprido pelo crescimento do processo de reciclagem. No Brasil, as indústrias de produtos de cobre vem elevando o grau do material reciclado de cobre em seus processos produtivos.
Inovações em processos de reuso dos resíduos fruto da mineração e da metalurgia requerem também investimentos e parcerias com institutos de pesquisa. Inversões em controle das emissões e na gestão dos resíduos sólidos têm sido realizadas para atender as urgentes metas ambientais.
Os impostos, como em muitos setores, ainda impedem uma parte substancial da compra doméstica do minério por parte da metalurgia, impondo uma necessidade de importações que acabam sendo mais vantajosas economicamente, mas não aproveitam as sinergias logísticas existentes.
O papel de liderança do setor privado em parceria com o setor público em inovações, tributos e de crédito torna-se fundamental para não abrirmos mão de mais uma cadeia produtiva essencial para o nosso desenvolvimento sustentável.
Luiz Aguiar
CEO
Paranapanema SA
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Sobre a Paranapanema
A Paranapanema S.A. é a única produtora nacional de cobre primário, responsável pela produção e comercialização de cátodos, vergalhões, fios trefilados, laminados, barras, tubos e conexões de cobre e suas ligas. A companhia é a 4ª maior do Estado da Bahia e encerrou o ano de 2020 com receita de R$ 4,3 bilhões, tendo exportado seus produtos para cerca de 20 países. A empresa foi fundada em 1961 e tem capital aberto desde 1971, integrando o Novo Mercado da B3 desde 2012. Possui três unidades industriais, no Polo Industrial de Camaçari, em Dias d’Ávila (BA), em Santo André (SP) e em Serra (ES) e gera cerca de 2 mil empregos diretos.
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