A maior fabricante de produtos de cobre do Brasil trocou diretores e inicia a reforma de seu parque fabril para aumentar a produtividade. Segundo Luiz Antônio Ferraz, CEO da empresa, até mesmo o nome da companhia deve mudar.
 
Luiz Antônio Ferraz, CEO da Paranapanema: queremos mostrar aos acionistas um programa bem definido e com remuneração adequada
 
A Paranapanema trocou quase toda a diretoria. Por quê?
 
Pretendemos reformular a companhia, inclusive trocando o nome, em breve. A nova Paranapanema será uma empresa com um programa bem definido, com remuneração adequada frente ao seu capital e com a possibilidade de estabelecer uma política de dividendos atrativa.
 
Como realizar essas mudanças?
 
Hoje, nosso foco é vender produtos de cobre. Por isso, não faz sentido mantermos ativos como terrenos, imóveis ociosos e direitos minerários. Vamos utilizar o dinheiro das vendas para reduzir a necessidade de capital de giro e diminuir nosso endividamento.
 
A empresa deve investir quase R$ 1 bilhão até 2014. Qual o destino desse dinheiro?
 
O objetivo é expandir a capacidade produtiva e reduzir custos. Vamos reformar fábricas que são muito antigas. Na fábrica de tubos, por exemplo, apenas 10% do que existe permanecerá. Faremos, praticamente, uma fábrica nova, que dobrará a produção de 18 mil para 36 mil toneladas por ano. Além disso, não haverá desperdício de material.
 
Como o desperdício será evitado? 
 
Parte do concentrado de cobrecontém ouro e prata. Isso, atualmente, é oneroso, pois a empresa tem de contratar um terceiro para separar os metais preciosos. Até 2014, teremos capacidade de fazer o trabalho internamente. A partir daí, vamos processar por ano 2,4 toneladas de ouro e 33,5 toneladas de prata, além de outros metais, como platina e selênio. Isso deve gerar um faturamento de US$ 200 milhões por semestre.
 
 Colaboraram: Patricia Alves e Fernando Teixeira
 
 
 
Source: Revista IstoÉ Dinheiro - BR

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